Chamado código: 20218DF

  • 29/01/2021 às 12:45h

    Chamado aberto

    Relato da Fernanda Campos Antonio Nos dois primeiros meses de gravidez, recebi atendimento com a dra. Fabiana na UBS9. Logo no terceiro mês fui encaminhada para Saúde da Mulher por apresentar sinais de gravidez de risco pelo quadro de ansiedade e alteração na glicemia. Na Saúde da Mulher recebi atendimento com dr. José Usan, onde começam os casos de negligência e violência no atendimento médico, sem nenhum tipo de contato nos exames. No dia 30/08/2019 (segunda consulta com ele) eu relato que tive forte dor abdominal e na região umbilical, e digo que estava preocupada com minha pressão e diabetes alta e ele desconsidera minha queixa, me mandando parar de comer de uma forma muito ofensiva, como se eu fosse a responsável pelo meu quadro se isentando de seu papel como médico e agir. Eu insisti e ele me disse que ele era o médico gritando comigo de forma agressiva e grosseira. Eu saio do consultório porque a situação estava insustentável, porém logo retorno para pedir que o médico assine a caderneta da gestante onde os acompanhamentos são registrados. O médico José Usan se recusa a assinar e deixa em branco esse registro como consta no documento anexado. A grosseira e insensibilidade persistem em todas as consultas até o nono mês de gestação. O médico não me examinava, a conversa também era muito restrita, sem acolhimento das queixas e também não preenchia os dados da caderneta, o médico apenas assinava os documentos. No sétimo mês sou diagnosticada com trombose em um atendimento na UBS9 no dia 12/11/2019. Segundo consta no prontuário da Saúde da Mulher não fui internada nessa ocasião por não ter quem buscasse meus filhos na escola, quando voltei tinha trocado o plantonista e o mesmo não quis me internar. Ao longo dos atendimentos ouvi da dr. Letícia que a melhor indicação seria fazer uma cesárea por conta das complicações que a trombose me traria. Também ouvi da dr. Angélica que por conta do meu quadro de HPV o melhor seria fazer uma cesárea pelo risco de contagio para o bebê. Quando relato essas indicações ao médico Usan, ele diz que sabia o que era o melhor para o bebê e que eu aguentaria o parto normal. Que esse quadro não interferia na indicação de fazer parto normal, que não era para confundir os atendimentos, que ele sabia o que fazia. No dia 20/12/2019 quando completo 40 semanas retornei à Saúda da Mulher, não tinha queixa de dor e desconforto. Foi feito o cardiotoco e estava tudo bem. Voltou no dia 23/12/2019 para mais um acompanhamento, já com 40 semanas e dois dias. Não há queixa de dor e desconforto, mas há sintomas de gripe. Usan receita medicação para tratar esses sintomas. Quando fizeram o cardiotoco ouviram o coração do bebê durante pouco tempo no início e não conseguiram mais ouvir, mesmo com os estímulos sonoros. Marlene (uma amiga) me acompanhava durante essa consulta. Durante o exame a enfermeira Katy Milene pediu que minha amiga se retirasse da sala porque segundo ela não podia ter acompanhante. Depois do exame a enfermeira leva o resultado até o médico e diz que não ouviu o coração. O médico me diz que isso é normal, que não foi possível ouvir por conta dos sintomas da gripe e não solicitou nenhum encaminhamento. Como eu não me senti segura em retornar para casa eu busquei a Mari, que era a pessoa que encaminhava os meus ultrassons. Ela ligou e solicitou para a enfermeira Katy o papel para internação na maternidade. O pedido foi atendido pela Katy, porém necessitava da assinatura do médico José Usan. Quando ela levou o papel para o médico ele amassou e se recusou a assinar, dizendo que o não estava previsto o nascimento naquele momento e que a minha filha iria nascer depois do natal. Nesse momento eu estava bastante nervosa, me desentendo com o médico. Marlene e eu voltamos para casa. A indicação passada era que fosse à Santa Casa no dia 25/12/2019. No dia seguinte, 24/12/2019, minha barriga endureceu e sentia dores nas costas. O médico ao longo dos atendimentos disse que essas queixas eram normais. Segui a orientação dada e vou ao pronto socorro em busca de atendimento no dia 25/12/2019. O médico plantonista no pronto socorro me atendeu, eu não tinha queixa de dor, ele mede minha pressão e glicemia, tocou minha barriga e o encaminhamento era voltar no dia seguinte pois estava tudo bem. No dia 26/12/2019 volto para o pronto socorro. Passo pelo médico plantonista que me pergunta se eu estava bem, disse que não estava sentindo desconforto, ele não me examina e me encaminha para a maternidade. Sou levada pela enfermeira para a maternidade. Lá foi realizado o cardiotoco e novamente o coração do bebê não é ouvido. Tentaram durantes algumas horas sem resultado, inclusive a média Allana. A médica conversa comigo que seria necessário uma cesárea de emergência, onde até mesmo a minha vida estaria em risco. Ela diz que esse procedimento já era para ter sido feito quando não ouviram o coração da bebê no dia 23/12/2019. Às 11hh estava me preparando para a cirurgia. O procedimento é realizado e minha bebê é retirada do útero. Nesse momento vários profissionais chegam até mim e lamentam. Eu não estava entendendo o que tinha acontecido e peço à médica que me mostre minha filha, ela diz que não poderia, mas me mostra de longe muito rápido. Vejo que minha bebê já estava em estado de decomposição, a sensação era de que ela estava desmanchando. Após o procedimento a médica conversou comigo e minha mãe, ela deduziu que a bebê já estava morta há uns três a quatro dias. No pós operatório fui encaminhada para um quarto do hospital destinado ao atendimento particular. Após 15 dias volto (no dia 09 ou 10 de janeiro) ao médico Usan. Nesse atendimento havia um homem na sala que eu não sabia quem era, não se apresentou e tive a sensação de ter sido alguém chamado pelo médico. Usan me diz que o que aconteceu com a minha filha foi um fato da vida, que é normal acontecer, que isso iria passar, diz que logo eu engravidaria novamente. Fico muito nervosa e nos desentendemos, digo a ele que ele matou minha filha. Ele diz que se eu tivesse o escutado, parado de comer isso não teria acontecido. Enquanto esse atendimento acontecia, alguns policiais passaram pelo corredor.

  • O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *